domingo, 31 de janeiro de 2010

1° Egito 2° Gana 3° Nigéria

A Seleção do Egito conseguiu o tricampeonato e o sétimo título ao todo na Copa Africana de Nações jogando no 4-4-2.


Com uma equipe de atletas que em sua maioria atua no próprio país(9 titulares), com uma base mantida já a seis anos, a equipe se mostra a mais organizada taticamente dentro do continente sendo totais merecedores destas conquistas.

O Egito do técnico Hassan Shehata defende de forma coesa com os atletas sabendo onde se colocar em campo, mesmo tendo uma linha defensiva composta por atletas medianos, com Ahmed sendo o lateral que avança, enquanto Mowad segura mais, principalmente pelo lado esquerdo defensivo ser o mais fraco, pois na linha de quatro na frente da defesa, Hassan por ter bastante liberdade na criação acaba nem sempre conseguindo fazer corretamente o lado na volta, ocorrendo que Mowad e principalmente Fathi fiquem exclusivamente para fazer a sua cobertura.

Na parte ofensiva o lado direito é bem composto pelo trio Ahmed, Ghaly e Hosni, enquanto no esquerdo, Hassan(eleito o melhor jogador da competição), o atleta de maior qualidade no selecionado faz as jogadas, tendo total liberdade para cair pelo meio, sendo o homem que a bola precisa sempre passar no seu pé para a equipe andar. Na frente Zidan é o ponto de refêrencia para os passes longos, e bom tecnicamente sempre dá trabalho aos adversários, já Moteab não demonstrou muito na competição, porem o seu reserva Gedo se mostrou um bom atleta, entrando e marcando gol em todos os jogos, inclusive o do título 1x0 contra Gana. Entretanto o fundamental para os resultados favoráveis, o fator de um padrão tático muito bom, uma tranqüilidade e paciência com a posse de bola, sem pressa, trocando muitos passes aguardando o melhor momento para avançar, o que nas seleções Africanas pouco se vê.
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A Seleção de Gana, vice-campeã da Copa Africana de Nações atua no 4-2-3-1.


Gana se mostrou uma equipe coerente no campo de jogo, mesmo sem Essien, Muntari e alguns outros desfalques chegou a segunda colocação por possuir um padrão tático bastante positivo e alguns bons valores campeões sub-20 no ano passado.

Defensivamente se posta bem com as duas linhas de quatro, principalmente por ter atletas bastante voluntariosos, como Ayew e principalmente Opoku que não é um atleta de grande técnica, mais ataque e defende sempre com a mesma determinação. Na lateral Sarpei é muito bom jogador tendo liberdade para avançar, até muitas vezes entrando em diagonal e fazendo jogadas, enquanto Inkoom permanece mais fixo, já os volantes são bastante contidos, quando avançam, fazem em revezamento.
No ataque, o técnico Milovan Rajevac consegue dar um bom padrão nas transições defesa-ataque, evitando o que outros times fizeram na competição que é buscar a ligação direta, o que acontece principalmente por Gyan fazer muito bem o pivô sendo um dos atletas de boa qualidade da equipe, porem a equipe consegue sair com a bola dominada, sendo Asamoah o principal para buscar a bola e fazer a equipe girar quando necessário. Com um bom posicionamento, e atletas bastante dedicados foi merecida a colocação na competição.
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A Seleção Nigeriana do Técnico Shuaibu Amodu conquistou o terceiro posto na competição atuando no 4-3-3.
  

Diferente de anos anteriores onde se tinha atletas de qualidade, principalmente quando eram guiados por Okocha, hoje a situação é um pouco complicada, com Martins,Yakubu e Mikel sendo os melhores atletas.

A equipe possui uma defesa que não passa muita confiabilidade, pode-se notar durante a competição zagueiros centrais inseguros em muitas situações nos jogos, e laterais claramente sem muitos atributos tático-técnicos. Os três do meio campo são bons marcadores e são auxiliados pelos dois pontas que voltam pegando o volante ou o lateral adversário. Com a saída de Mikel para buscar armar o jogo, Kaita e Yussuf(fica mais para cobrir Mikel) alternam a subida.
No ataque a equipe oscila bons e maus momentos, principalmente devido a linha de defesa e meio ficar muito distante do ataque, com a bola chegando principalmente nos pontas em ligações diretas, acabam por não ter auxilio devido para jogar facilitando a marcação do adversário. Importante notar a falta de um goleador na equipe, tendo que Martins atuar na posição à frente, sendo ineficiente por não conseguir segurar a bola quando necessário. Porem nos momentos de compactação da equipe, com triangulações entre laterais, pontas e meias, a equipe cresce nos jogos, e assim conseguiu o terceiro lugar na competição.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Costa do Marfim; Angola; Mali

No clima da Copa Africana de Nações, faremos algumas pequenas análises de alguns times no decorrer da competição. Hoje temos Costa do Marfim, Angola e Mali.

A Seleção da Costa do Marfim do técnico Vahid Halihodzic, que enfrentaremos na Copa do Mundo, está atuando no 4-3-3.



A equipe possui jogadores de qualidade, de grandes equipes européias, como Yaya Toure, Drogba, Kalou (reserva na estréia), A.Taoré, Eboue, e alguns outros, porem empatou sem gols com Burkina Faso no ínicio da competição.

A defesa parece consistente, entretanto algumas falhas de cobertura dos laterais, principalmente na subida de Eboue acontecem; Esse fato deve ser o motivo para qual o avanço dos laterais no campo pouco aconteçam.

A transição e compactação da equipe têm algumas falhas, a bola sempre passa no pé de Yaya Toure no início das jogadas, e quase sempre acabam com lançamento para os atacantes, que sem a chegada dos laterais, e pouca efetividade de Zokora e Tiotê no meio, acabam tendo de resolver sozinho, tornando o time dependente da individualidade dos seus jogadores mais experientes. Uma fator positivo são os atacantes nas laterais, ou pontas, têm como qualidade grande movimentação, possuem liberdade total para buscar o jogo, entrar em diagonal o que dificulta bastante a marcação adversária, claro que não podemos esquecer do extraordinário Drogba, podendo fazer a diferença a qualquer momento.
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A Angola do técnico Manuel José que vencia por 4x0 aos 35´ 2° tempo e sofreu o empate na estréia contra Mali, atua no 3-5-2.




A equipe Angolana mostrou dois bons atletas, Flávio e Gomes são os jogadores que dão dinâmica para a Seleção, principalmente Flávio aparecendo em todo o campo de jogo, buscando sempre armar e aparecer com qualidade a frente.

Na defesa os três zagueiros jogam na maioria das vezes em linha e têm a ajuda de Xara que fica a frente da defesa, e buscam sempre tocar a bola para iniciar o ataque, entretanto, devido a falta de jogadores mais criativos e de qualidade no meio, a transição meio-ataque quase não acontece, com muitos passes na zona defensiva acabando em ligação direta ou para Flávio ou Manucho na frente.

Nas alas Gilberto busca mais o jogo, faz jogadas em diagonal, enquanto Mabiná é rápido e avança bastante sempre buscando a profundidade na lateral do campo, com a ajuda de Djalma(ou Dedé que entrou jogando, porem se contundiu) é o lado onde mais Angola mantem a bola e leva perigo ao adversário.
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O técnico Stephen Keshi coloca a Seleção de Mali em campo no 4-3-3.



Individualmente a seleção possui bons atletas, como Kanoute, Bagayoko, Keita e Sissoko(machucado não atuou no 1°jogo, deve ser titular).
Na defesa possui alguns problemas em bolas alçadas, sendo o miolo de zaga um pouco inseguro com laterais que tem liberdade para avançar(alternadamente), e podem ser considerados medianos tático-tecnicos. Interessante que com ajuda dos jogadores de frente, a equipe busca fazer pressão alta muitas vezes, na tentativa de roubar a bola no campo de ataque, porem, na maioria das tentativas o meio de campo e a defesa acabam não compactando, e os espaços para o adversário aparecem.

Na frente, os atacantes se movimentam bastante com Kanoute sendo sempre referencia para fazer o pivô, pois a equipe joga bastante de forma direta, defesa-ataque, tornando-se fundamental para a equipe uma boa atuação dos homens de frente.
Acredito que com a empolgação da reviravolta no placar contra Angola, a entrada de Sissoko, e Keita inteiros, Mali deve melhorar no decorrer da competição.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

ARSENAL 2009/2010

Acredito que a equipe do Arsenal de Arsene Wenger, ao lado do Barcelona, é a equipe mais bonita de se ver atuando. Com bastante versatilidade no sistema tático, o 4-2-3-1 vêm sendo o mais usado, entretanto o 4-3-3 e o 4-4-2 com as linhas de quatro variavelmente aparecem no decorrer dos jogos.

Importante colocar que na figura acima é apenas uma das escalações que Wenger coloca em campo, devido a lesões da equipe, e principalmente por ter um elenco de atletas tático-técnico bastante semelhantes principalmente no meio de campo, a rotação de atletas é grande, Clichy, Remsey, Denílson, Rosicky, Walcott, Bendtner estão sempre atuando, sem esquecer Van Persie que ainda não sabe se volta nesta temporada. A equipe possui atletas consistentes na defesa, Gallas o principal deles com experiência e comando, bons laterais, com Eboue podendo fazer os dois lados, o meio eu considero excelente, tendo atletas com características de um verdadeiro futebol moderno, do saber defender e atacar com qualidade, comandados pelo extraordinário Fabregas, e o ataque é onde considero que com a perda de Adebayor ainda falte alguém, principalmente com a contusão de Van Persie.

Na parte defensiva Wenger conseguiu mais segurança com Vermalen ao lado de Gallas, sem perder o seu jeito de jogar, conseguiu fazer com que a transição ataque-defesa seja imediata, com jogadores versáteis, ao perder a bola a zona é logo pressionada trazendo um desconforto enorme para o adversário. Nos embates de alto nível, com as equipes saindo dessa pressão imediata, a compactação atrás com duas linha de quatro e até cinco no meio marcando melhorou bastante essa temporada.

Como Inter e Barcelona já vistos no blog, a parte ofensiva da equipe se liga diretamente à defesa, as transições são imediatas entre as ações, o que coloca uma aplicação tática fundamental para um futebol bom e de resultados nos dias atuais. Com os atletas sabendo onde se colocar, quando ainda se defende, o contra ataque do Arsenal é um dos melhores, se não o melhor, e tendo atletas de inteligência fora do comum como Arshavin e Fabregas o poderio ofensivo é fortíssimo, porem, ainda resta um fator primordial do trabalho do treinador, já podendo ser observado no vídeo abaixo.

O trabalho de Arsene Wenger pode-se dizer que é diferenciado, passa ao seu atleta a confiança necessária para ele se desenvolver e desempenhar da melhor maneira sua função. E como o faz? Na simplicidade de acreditar que tudo que fazemos na vida têm de ser feito com prazer!
Essa é a diferença na qual eu acredito e levo sempre comigo por onde eu passar e estiver, e faz, na cultura do jogar bonito, da troca constante de passes com efetividade, abrindo espaços na defesa adversária, que podemos apreciar quando o Arsenal desde grande técnico entra em campo.

´´Eu acredito que a meta de qualquer coisa na vida deve ser a de fazê-lo tão bem que ela se torna uma arte. Quando lemos alguns livros que são fantásticos, o escritor toca-nos em alguma coisa que sabemos que sozinhos não teríamos experimentado. Faz-nos descobrir algo interessante na nossa vida. Se cada um viver como um animal, qual é o sentido da vida? O que torna a vida diária interessante é que tentamos transformá-la em algo que está próximo à arte. E o futebol é assim.´´ - Arsene Wenger

Por isso reafirmo o como é interessante e prazeroso ver o Arsenal jogar, e você quem considera o futebol mais bonito de se ver hoje em dia?